sábado, 12 de maio de 2012

FORMAÇÂO DE PALAVRAS












Processo de formação de palavras
Derivação e composição
Complete o quadro seguinte

Palavras
Derivadas
Por
Prefixação
Derivadas
Por
Sufixação  
Derivada
Por prefixação
e sufixação

Composta por justa posição
Composta
Por aglutinação
carrinho





planalto





desinteresse





Guarda-chuva





brasileiro





injustamente





repor





anoitecer





aguardente





Pôr-do-sol





Casarão





livreco





Pernalta





sapateiro





Amor-perfeito





Água-de-colônia





axadrezado





canavial





desvalorização





larguíssimo





aterrar





vinagre







Reflexão Profissional









Reflexão profissional
  
     Em minha opinião as mídias digitais serão muito importantes e deverá ser inserida na prática pedagógica dentro e fora da escola, pois sabemos que a humanidade está evoluindo cada dia mais no que diz respeito ao conhecimento tecnológico e infelizmente ainda tem muitos educadores envolvidos em métodos tradicionais, usando apenas livros e esquecem que estamos vivendo uma nova era e que  a maioria das pessoas hoje são analfabetas digitais e que precisam alfabetizadas nesse mundo digital que estamos vivendo.   
     Nossa compreensão é que o termo alfabetizar está sendo empregado muito superficialmente. É preciso considerar que a alfabetização, segundo Freire (1985), pressupõe muito mais do que o ato de ler e escrever, ou no contexto da alfabetização digital, é mais do que conhecer linguagens de programação, instalar ou utilizar um sistema operacional, um aplicativo, corresponder-se eletronicamente ou navegar na rede. Portanto, consideramos que o termo não necessita ser modificado, mas compreendido de forma abrangente. ( Moacir Sales)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Novo Celta 2012

Novo Celta 2012.Este carrão é lindo d+ é uma pena que ainda não chegou no Brasil,
Divulgado em 2010, o novo Celta 2012 já deve estar rodando em breve nas ruas tupiniquins do Brasil. Já no mercado Europeu e Americano desde 2011, lá o modelo se chama Spark, o carro passa a mensagem de um carro destinado aos jovens, com muita tecnologia e traços muito modernos. E o Celta 2012 preço não deve mudar muito, continuando na casa dos R$ 25.000, já que a empresa não quer deixar o Celta perder a fama de carro popular e abaixar as vendas do mesmo. O que é muito bom, já que um carrão destes mais barato, outras marcas devem abaixar o preço de seus modelos para conseguir competir de igual para igual com o novo Celta 2012, que na minha opinião será o melhor carro popular na faixa dos 25 mil reais, com itens de série bastante agradáveis.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Projeto

Grupo Liberdade: Ednéia, Erinéia, Marcia, Marlucia, Moacir e Sueli.


  Tendo como ação: respeito e valorização das diferenças como forma de crescimento e enriquecimento pessoal, social e cultural

  











 
OBJETIVOS QUE ESPERA ALCANÇAR
Sensibilização dos professores e demais membros da escola; Realização de estudos;
Realização de aulas expositivas e dialogada tanto em momentos formais e quanto em momentos informais com os alunos do 5
º ano do Ensino Fundamental 
   RECURSOS

Obras da Literatura infantil sobre o  tema:
·                    Ninguém é igual a ninguém;
·                    Tudo bem ser diferente;
·                    Coração que bate sente;
·                    Diversidade;
·                    Produção coletiva onde o professor atua como escriba;
·                    Debates onde os alunos expressão suas idéias e opiniões;
·                    Elaboração de cartazes, murais e outros tipos de matérias para exposição
·                    Cópia do texto;
·                    Data Show;

·                    Divulgação  

·                    No mural da escola e no site www.anoticiamais.com.br.


               PÚBLICO ALVO 
Alunos do 5º ano Ensino Fundamental

.

          O porquê da escolha da escola

 Foi escolhida a E.E.E.F.M.Raimundo Cantanhêde por decisão do grupo e facilidade de apresentação do trabalho.

AVALIAÇÃO

 
Avaliação será continua na execução do projeto e o resultado esperado será uma convivência mais humana juntamente com os familiares e eliminação do preconceito em sala de aula.
·                    Referências Utilizadas

·                    CHAN, Thelma e CRUZ Thelmo. Pirralhada: Jogos e Canções para a Educação Infantil. 2ª Ed., São Paulo: Via Cultura, 2006.

·                    MORAES, Vinícius. A Casa. Disponível: . Acesso em: 12 Ago. 2009.
PIXOTINHOS, Os. Músicas Infantis: A Casa. Gravadora ZAN BRASILDISC, 1999.

·                    PERES, Sandra e TATIT, Paulo. Palavra Cantada: A Sopa. São Paulo. Gravadora MCD, 60ª apresentação/gravação 2004. 

·                    SILVA, Yara Maura: SOUSA, Maurício de. Formas da Turma da Mônica. São Paulo: FTD, 1994.

·                    WOOD, Audrey, 1948. A Casa Sonolenta. Tradução Gisele Maria Padovan. 16 ed., São Paulo: Ática, 2005.




segunda-feira, 23 de abril de 2012

moacisalesms.blogspot.com/2011/03/projeto-de-leitura_4800.html


moacisalesms.blogspot.com/2011/03/projeto-de-leitura_4800.html
PROJETO DE LEITURA.

TITULO: O DIA DA LEITURA NA ESCOLA.

Profº Moacir Sales
Este projeto tem como objetivo, melhorar a leitura dos alunos e incentiva-los sobre a importância da mesma, colocando-os em contato direto com ela.

Introdução.
       Este projeto tem como objetivo, colocar o aluno em contato direto com a leitura, fazendo com que ele possa viver a prática da leitura usando a expressão oral e corporal, durante a leitura essa experiência será uma oportunidade para que o aluno possa desenvolver a expressividade quanto a habilidade de ler.
     O projeto ainda tem como visão levar o aluno a ter mais responsabilidade e compromisso com a leitura, pois sabendo que todos da sua classe irão passar por esse processo eles terão a preocupação e a obrigação de se preparar para o dia da leitura em que foi marcada para cada um.
      O projeto deverá seguir as seguintes etapas:
* Fazer a escalas dos alunos por ordem de freqüência do diário do professor, começando pelo número 1 (um ), a leitura será marcada uma vez por semana, iniciando pelo número 1 na primeira semana, o número 2 na segunda semana e assim sucessivamente até passar pelo último aluno do diário e só assim não ficará nenhum aluno fora do projeto.
      Na primeira semana que o primeiro aluno-se apresentar já será marcada a leitura da próxima semana e assim sucessivamente. O aluno que fazer a leitura do dia terá que elaborar algumas perguntas sobre o texto, para os alunos do oitavo e nono ano as perguntas terão que ser mais contextualizadas, como por exemplo:
  • Qual é a intensão do texto?
  • Que tipo de gênero é esse texto?
  • Em que pessoa o texto foi narrado?
     Será importante que o professor mude o gênero do texto a cada leitura feita, para que os alunos possam distingui-los um do outro.
    











                         Aplicação do projeto.
O professor escolherá na primeira semana de aula um determinado texto para que o primeiro aluno do diário faça a primeira leitura, depois dos comentários e perguntas feitas pelo aluno, o professor marcará o texto que será lido na próxima semana, após cada leitura feita o professor deverá marcar na ficha de anotações o desenvolvimento do aluno, o professor deverá tirar uns 20 minutos de sua aula para que o aluno possa fazer a leitura e as perguntas sobre o texto. É importante lembrar que todos os alunos da classe estarão aprendendo ao mesmo tempo o habito de ler enquanto está ouvindo e participando das respostas sobre o texto. A leitura feita pelos alunos será muito importante por que além deles exercitarem também sentirão importantes por comandarem a classe.




                    Como avaliar a leitura
O professor deverá observar se o aluno obedece à pontuação, usando a entonação de voz para que a leitura se torne mais compreensiva, vale também considerar o tempo gasto pelo aluno ao realizar a leitura.

                                     Cronograma
         Inicio do projeto
           Final do projeto
1ª semana letiva
         Final do ano letivo
Aluno número 1





























O professor terá que ter uma ficha para fazer as anotações sobre as leituras feitas pelos alunos.
                            Ficha de anotações
                    Avaliação
Nome
Texto
Data
Regular
Bom
Ótimo
Ruim
Gênero
01
Daniel
A moedinha da sorte
03/04/11
  X



Poema
02
Cláudio
A raposa e a cegonha
10/04/11

 X


Fábula
03
Fábio
Enchentes no Rio
25/04/11


 X

Jornalist
04
Sérgio
Festa na escola
02/05/11
   X



Crônica
05
Paulo
Sucos de açaí





Propag.
06







Conto
07







Poema
08







Jornalist
09








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                   As características de gêneros textuais


CARACTERÍSTICAS DO POEMA

Um poema possui os seguintes elementos:

- Versos: As que compõe o poema. Cada linha um verso.

- Estrofe: É a reunião dos versos, em blocos

- Ritmo: É o real conteúdo da poesia dado pela repetição mais ou menos regular da intensidade poesia

- Metro: É a divisão das sílabas. A medida vazia do sentido reproduzida pelo número regular de sílabas.

- Rima: É a regularidade sonora que pode estar tanto no meio como no final do verso, quando não há rima, chama-se verso branco.
Moedinha da Sorte

Rosa Clement, © 2001

Fazia castelos na areia
quando encontrei no chão
a moedinha da sorte
que apertei bem na mão.

Assim feliz sai gritando,
quis tantas coisas comprar...
e lá na areia deitei
somente para pensar...

Ali mesmo eu dormi,
e em meu sonho encontrei
mais moedinhas douradas
em todo canto que andei.

Enquanto que eu dormia
as ondas vieram brincar
e levaram a moedinha
pra outro menino encontrar...



Característica de um conto
     O Conto é, antes de mais nada, curto. Mesmo que alguns autores insistam que determinadas narrativas de longa duração sejam também contos por suas características estruturais, pode-se considerar que estes casos estão aí para confirmar a exceção da regra. Assim, o conto é curto.  E por que curto, conciso.  Não há tempo para se espalhar em grandes detalhes, em sutilezas que destoam de seus tempos, de seu necessário ritmo de leitura.  Um conto deve estar contido entre algumas palavras (no caso de micro contos) até um máximo de cinco a seis mil palavras.
     Linhas Dramáticas
     Enquanto que num romance podem haver várias linhas de desenvolvimento, como por exemplo, estórias secundárias acontecendo em volta da trama do protagonista, no caso do conto a trama é única. Não há a possibilidade da dispersão no desenvolvimento da estória, dado as características de concisão do conto.
     Tempo
     O conto não tem muito espaço para idas e vindas no tempo.  A utilização de recursos como o flash-back é rara,  permanecendo a narrativa quase sempre em uma única linha de encaminhamento temporal.
    Espaço
    Dada a curta extensão do conto, os seus cenários – e sua descrição, portanto! –  são restritos, podendo o autor os reduzir ao mínimo indispensável para a sua contextualização espacial. Esta pode até ser, em alguns casos, inexistente.
     Final enigmático
     Alguns escritores contemporâneos escrevem a narrativa sem um final, ou até mesmo sem um desenvolvimento flagrante.  Seus contos são mais contemplativos, mais um estado d’alma, às vezes sem nexo aparente. O mais comum, no entanto, é o conto com uma estrutura tradicional, com início, meio e fim. O final deve sempre ser uma surpresa, a resolução de um enigma, ou a inversão de uma situação que deveria seguir em direção oposta, ou que pareceria sem solução. O suspense deve ser mantido até o último parágrafo, quando, depois de prender o leitor através de toda a sua leitura, o escritor lhe fornece a catarse – a risada, o susto, a surpresa.

Características da crônica

  • CRÓNICA
  • A crônica é um texto de carácter reflexivo e interpretativo, que parte de um assunto do quotidiano, um acontecimento banal, sem significado relevante.

    É um texto subjetivo, pois apresenta a perspectiva do seu autor, o tom do discurso varia entre o ligeiro e o polemico, podendo ser irônico ou humorístico.

    É um texto breve e surge sempre assinado numa página fixa do jornal.


    CARACTERÍSTICAS DA CRÓNICA

    O discurso

    Texto curto e inteligível (de imediata percepção);
    Apresenta marcas de subjetividade – discurso na 1ª e 3ª pessoa;
    Pode comportar diversos modos de expressão, isoladamente ou em simultâneo:
    - narração;
    - descrição;
    - contemplação / efusão lírica;
    - comentários;
    - reflexão.

    Linguagem com duplos sentidos / jogos de palavras / conotações;
    Utiliza a ironia;
    Registro de língua corrente ou cuidado;
    Discurso que vai do oralizante ao literário;
    Predominância da função emotiva da linguagem sobre a informativa;
  • Vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor
  •   Ligada à vida cotidiana;
  •   Narrativa informal, familiar, intimista;
  •   Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
  •   Sensibilidade no contato com a realidade;
  •   Síntese;
  •   Uso do fato como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
  •   Dose de lirismo;
  •   Natureza ensaística;
  •   Leveza;
  •   Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada;
  •   Uso do humor;
  •   Brevidade;
  •   É um fato moderno: está sujeita à rápida transformação
Características das Fábulas

A fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo.

Muitas vezes, no finalzinho das fábulas aparece uma frase destacada chamada de MORAL DA HISTÓRIA, com provérbio ou não; outras vezes essa moral está implícita.

Não há necessidade de descrever com muitos detalhes os personagens, pois o que representam nas fábulas (qualidades, defeitos) já é bastante conhecido.

Tempo indeterminado na história.

É breve, pois a história é só um exemplo para o ensinamento ou o conselho que o autor quer transmitir.

Conflito entre querer / poder.

O título não deve antecipar o assunto, pois não sobraria quase nada para contar.

A resolução do problema deve combinar com a sua intenção ao contar a fábula e com a moral da história.
ão e à fugacidade da vida moderna.

O TEXTO JORNALÍSTICO EM SALA DE AULA
LEITURA E PRODUÇÃO


EMENTA
Leitura e produção de textos segundo os PCN. Projeto “O jornal na sala de aula”. Propostas de atividades de leitura e produção com base em textos jornalísticos.

Módulo 1
Leitura de textos jornalísticos
Leonor Werneck dos Santos (UFRJ)
Toda educação comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para que o aluno possa desenvolver sua competência discursiva (p. 23).         

1 – Lingüística Textual e PCN de língua portuguesa para o ensino fundamental (3º. e 4º. Ciclos)
– proposta dos PCN: leitura e a produção de textos como a base para a formação do aluno; língua não é homogênea, mas um somatório de possibilidades condicionadas pelo uso e pela situação discursiva; o texto = unidade de ensino; a diversidade de gêneros deve ser privilegiada na escola.
– USO REFLEXÃO USO (p. 65)

2 – Interdisciplinaridade e temas transversais (ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo): o papel do texto jornalístico

3 – Práticas de trabalho com a linguagem
– objetivo = desenvolver no aluno “o domínio da expressão oral e escritas em situações de uso público da linguagem, levando em conta a situação de produção social e material do texto (lugar social do locutor em relação ao(s) destinatário(s); destinatário(s) e seu lugar social; finalidade ou intenção do autor; tempo e lugar material da produção e do suporte) e selecionar, a partir disso, os gêneros adequados para a produção do texto, operando sobre as dimensões pragmática, semântica e gramatical” (p. 49).
– percepção de fenômenos lingüísticos e sua relação com os textos:
Quando se toma o texto como unidade de ensino, ainda que se considere a dimensão gramatical, não é possível adotar uma caracterização preestabelecida. Os textos submetem-se `as regularidades lingüísticas dos gêneros em que se organizam e `as especificidades de suas condições de produção: isso aponta para a necessidade de priorização de alguns conteúdos e não de outros (p. 78-79).

Sugestões de atividades
1) No texto a seguir, substitua “clorofila” por “clorofila e inhame” e reescreva o texto fazendo as adaptações necessárias em outros elementos do texto (Santos e Costa, apud Travaglia, 2003:224-5).
De uns tempos para cá, no entanto, os naturebas começaram a divulgar que a clorofila é capaz de operar verdadeiro milagre também nos corpinhos que não têm caule, folha e frutos. “Ela limparia a corrente sangüínea, fortaleceria o sistema imunológico, revitalizaria o cérebro, diminuiria a depressão, retardaria o envelhecimento, evitaria a ressaca e – pasme – até ajudaria no tratamento de doenças como o câncer e a AIDS” (Veja, 10 ⁄ 04 ⁄ 2002, p. 73).
1.1)           Observar o papel dos verbos no futuro do pretérito no texto e que efeito de sentido esse tempo verbal causa.
1.2)           Destacar termos que colaboram com esse efeito de sentido.
1.3)           O fato de esse texto ter sido publicado em uma revista como a Veja causa que impressão no leitor? Justifique sua resposta.
1.4)           Substituir o futuro do pretérito pelo presente do indicativo e observar que efeito de sentido isso causa.
1.5)           Com essa mudança de tempo verbal, é necessário fazer mais alguma alteração para deixar o texto mais coerente com o efeito de sentido pretendido? Qual (is) ?
1.6)           Substituir “naturebas” por cientistas e fazer as alterações que forem necessárias para que o texto mantenha uma unidade.
1.7)           Um texto como esse poderia ter sido publicado em uma revista de divulgação científica? Justifique sua resposta.

2) Leia esta reportagem do Jornal do Brasil (02/02/96, p. 4.) e responda às questões propostas:

Contatos imediatos em Varginha
Alexandre Medeiros
(...)O contato – A tarde do sábado, 20 de janeiro, era tórrida em Varginha – a 313 quilômetros de Belo Horizonte. Liliane de Fátima Silva, 16 anos, sua irmã Valquíria Aparecida Silva, de 14, e a amiga Kátia de Andrade Xavier, de 22, estavam voltando de um dia de trabalho como domésticas. Como moram no vizinho bairro de Santana, resolveram voltar a pé. Às 3h da tarde, chegaram a um terreno baldio e decidiram cortar caminho.
Nem bem andaram alguns passos e viram a criatura encostada ao muro de uma oficina mecânica. Mesmo entrevistadas em separado, as três descreveram a mesma cena. O crânio desenvolvido, careca, três protuberâncias na cabeça, os olhos grandes e vermelhos, veias saltadas pelo corpo, pés enormes, a pele marrom brilhando na luz do Sol, como se estivesse untada de óleo.
“A Kátia, que é muito nervosa, achou logo que era o capeta. Eu e Valquíria achamos que era um bicho, não era gente”, puxa Liliane pela memória. As três correram e só foram parar na esquina na rua em que moram, onde encontraram Luiza, a mãe de Liliane, que as levou para casa.

O mistério – A notícia se espalhou com rapidez. Poucos minutos, dezenas de moradores correram ao terreno baldio indicado, mas nada viram. Contudo, em um outro lote abandonado, a duas quadras do primeiro, um grupo de moradores se reuniu para ver um carro do corpo de bombeiros retirando do matagal com uma rede um outro ser não identificado e levando-o para o hospital local. Logo se espalhou a informação que um casal de Ets tinha baixado em Varginha.
A partir daí, o que se tem são histórias desencontradas. O corpo de bombeiros informa que não recolheu qualquer ser no sábado em questão. O Hospital Regional do Sul de Minas divulgou nota oficial ontem negando a internação. Mas um grupo de ufólogos que atua em Varginha há pelo menos 25 anos colheu depoimentos de funcionários do hospital que afirmam terem sido internados no dia 20 de janeiro dois seres com as características descritas por Liliane, Valquíria e Kátia. Estes mesmos funcionários afirmaram ter visto cientistas da Universidade de São Paulo (USP) no domingo, 21 de janeiro, em uma ala isolada do Hospital Regional.
O mistério parece estar só começando.
1) Procure identificar, no texto acima, a seguinte estrutura narrativa: apresentação, complicação, clímax, desfecho.
2) A descrição, de ambiente e/ou personagens, colabora para compor o clima da narrativa, às vezes proporcionando um clima de suspense, como ocorre no texto acima. Destaque passagens do texto que comprovem essa afirmativa e comente-as.
3) Em um texto narrativo, muitas vezes se sobrepõem pequenas narrativas, que servem para compor o ambiente, proporcionar suspense ou mesmo prender o leitor. Destaque as pequenas narrativas inseridas na reportagem e procure identificar sua utilidade para o conjunto do texto.
4) Os tempos verbais do passado, pertencentes ao mundo narrado, costumam ser utilizados nas narrativas. Já os tempos verbais do presente e do futuro, pertencentes ao mundo comentado, aparecem mais em textos argumentativos. Entretanto, no decorrer de uma narrativa, podem aparecer verbos conjugados em tempos do presente ou futuro. Destaque exemplos do texto e procure perceber o porquê desse uso.
5) Passe todos os verbos do 4º parágrafo (exceto a última locução verbal) para o presente e observe as diferenças ocorridas na narrativa:
6) O texto é um elemento de ligação entre o autor e o leitor. As intenções do autor podem ser percebidas, por exemplo, através da seleção lexical (escolha de vocabulário). Já o leitor pode "ler nas entrelinhas" e perceber se as informações contidas no texto foram manipuladas ou não, interpretando as palavras do autor. Releia a reportagem do JB e responda:
a – Que palavras do texto podem demonstrar um certo descrédito, por parte do autor, com relação ao fato ocorrido em Varginha?
b – Com base no seu "conhecimento de mundo", procure elementos no texto que possam ser considerados indícios de que a história contada pelas três moças talvez não seja verdadeira.
c – Agora procure indícios que possam comprovar que a história das moças é verdadeira.
3) Leia o texto a seguir, publicado no Jornal do Brasil (06/06/87), e responda às questões propostas:
Os ministros da Fazenda, Bresser Pereira, e do Planejamento, Aníbal Teixeira, e o presidente do Banco Central, Fernando Milliet, se deslocarão no final de semana para o coração do Nordeste pobre e seco. Eles vão, com deputados de toda a região e governadores, a Patos e Souza, na Paraíba, onde terão p retrato de uma realidade da qual nenhum cidadão de São Paulo tem a mínima idéia. Isso faz parte da mobilização do Nordeste por melhor tratamento da Constituinte.
a – Que vocábulo do texto repete o termo ministros?
b – Que vocábulo do texto repete se deslocarão?
c – Que vocábulos do texto repetem o termo Nordeste?
d – A que termo anterior se refere o vocábulo isso?
e – A que vocábulo(s) anterior(es) se refere o termo uma realidade e como esse mesmo termo se repete na seqüência do texto?

Referências bibliográficas
DIONÍSIO, Angela & BEZERRA, Ma. Auxiliadora (org.). O livro didático de português: múltiplos olhares. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
FÁVERO, Leonor L. & KOCH, Ingedore G. V. Lingüística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1983.
GERALDI, João W. (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997.
NEVES, Iara C. B. et al. (2000) (org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 4ª ed. Porto Alegre: EDUFRGS, 2000.
KOCH, Ingedore G. V. Argumentação e linguagem. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.
LUFT, Celso P. Língua e liberdade – o gigolô das palavras. São Paulo: Ática, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antonio. A gramática e o ensino de língua no contexto da investigação lingüística. In: BASTOS, Neusa (org.). Discutindo a prática docente. São Paulo: IP-PUC, 2000, p. 83-94.
MATTOS E SILVA, Rosa V. Contradições no ensino de português. São Paulo: Contexto, 1995.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – TERCEIRO E QUARTO CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: LÍNGUA PORTUGUESA. Brasília, Secretaria de educação Fundamental MEC, 1998.
PERINI, Mario A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000.
PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto – leitura e redação. São Paulo: Ática, 1990.
SOUZA, Luiz M. de. Por uma gramática pedagógica. Rio de Janeiro: UFRJ. Tese de Doutorado em Lingüística, 1984.
––––––. & CARVALHO, Sérgio Waldeck de. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Vozes, 1995.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1996.
––––––. Gramática: ensino plural. São Paulo: Cortez, 2003.