segunda-feira, 21 de março de 2011


PROJETO DE LEITURA.

TITULO: O DIA DA LEITURA NA ESCOLA.

Profº Moacir Sales
Este projeto tem como objetivo, melhorar a leitura dos alunos e incentiva-los sobre a importância da mesma, colocando-os em contato direto com ela.

Introdução .
Este projeto tem como objetivo, colocar o aluno em contato direto com a leitura, fazendo com que ele possa viver a prática da leitura usando a expressão oral e corporal, durante a leitura essa experiência será uma oportunidade para que o aluno possa desenvolver a expressividade quanto a habilidade de ler.
O projeto ainda tem com visão levar o aluno a ter mais responsabilidade e compromisso com a leitura, pois sabendo que todos da sua classe irão passar por esse processo eles terão a preocupação e a obrigação de se preparar para o dia da leitura em que foi marcada para cada um.
O projeto deverá seguir as seguintes etapas:
* Fazer a escalas dos alunos por ordem de freqüência do diário do professor, começando pelo número 1 (um ), a leitura será marcada uma vez por semana, iniciando pelo número 1 na primeira semana, o número 2 na segunda semana e assim sucessivamente até passar pelo último aluno do diário e só assim não ficará nenhum aluno fora do projeto.
Na primeira semana que o primeiro aluno-se apresentar já será marcada a leitura da próxima semana e assim sucessivamente. O aluno que fazer a leitura do dia terá que elaborar algumas perguntas sobre o texto, para os alunos do oitavo e nono ano as perguntas terão que ser mais contextualizadas, como por exemplo:
• Qual é a intensão do texto?
• Que tipo de gênero é esse texto?
• Em que pessoa o texto foi narrado?
Será importante que o professor mude o gênero do texto a cada leitura feita, para que os alunos possam distingui-los um do outro.












Aplicação do projeto.
O professor escolherá na primeira semana de aula um determinado texto para que o primeiro aluno do diário faça a primeira leitura, depois dos comentários e perguntas feitas pelo aluno, o professor marcará o texto que será lido na próxima semana, após cada leitura feita o professor deverá marcar na ficha de anotações o desenvolvimento do aluno, o professor deverá tirar uns 20 minutos de sua aula para que o aluno possa fazer a leitura e as perguntas sobre o texto. É importante lembrar que todos alunos da classe estarão aprendendo ao mesmo tempo o habito de ler enquanto está ouvindo e participando das respostas sobre o texto. A leitura feita pelos alunos serão muito importante porquê além deles exercitarem também sentirão importantes por comandarem a classe.




Como avaliar a leitura
O professor deverá observar se o aluno obedece a pontuação, usando a entonação de voz para que a leitura se torne mais compreensiva, vale também considerar o tempo gasto pelo aluno ao realizar a leitura

Cronograma
Inicio do projeto Final do projeto
1ª semana letiva Final do ano letivo


























O professor terá que ter uma ficha para fazer as anotações sobre as leituras feitas pelos alunos.
Ficha de anotações Avaliação
N° Nome Texto Data Regular Bom Ótimo Ruim Gênero
01 Daniel A moedinha da sorte 03/04/11 X Poema
02 Cláudio A raposa e a cegonha 10/04/11 X Fábula
03 Fábio Enchentes no Rio 25/04/11 X Jornalist
04 Sérgio Festa na escola 02/05/11 X Crônica
05 Paulo Sucos de açaí Propag.
06 Conto
07 Poema
08 Jornalist
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As características de gêneros textuais


CARACTERÍSTICAS DO POEMA

Um poema possui os seguintes elementos:

- Versos: As que compõe o poema. Cada linha um verso.

- Estrofe: É a reunião dos versos, em blocos

- Ritmo: É o real conteúdo da poesia dado pela repetição mais ou menos regular da intensidade poesia

- Metro: É a divisão das sílabas. A medida vazia do sentido reproduzida pelo número regular de sílabas.

- Rima: É a regularidade sonora que pode estar tanto no meio como no final do verso, quando não há rima, chama-se verso branco.
Moedinha da Sorte

Rosa Clement, © 2001

Fazia castelos na areia
quando encontrei no chão
a moedinha da sorte
que apertei bem na mão.

Assim feliz sai gritando,
quiz tantas coisas comprar...
e lá na areia deitei
somente para pensar...

Alí mesmo eu dormí,
e em meu sonho encontrei
mais moedinhas douradas
em todo canto que andei.

Enquanto que eu dormia
as ondas vieram brincar
e levaram a moedinha
pra outro menino encontrar...


Característica de um conto
O Conto é, antes de mais nada, curto. Mesmo que alguns autores insistam que determinadas narrativas de longa duração sejam também contos por suas características estruturais, pode-se considerar que estes casos estão aí para confirmar a exceção da regra. Assim, o conto é curto. E por que curto, conciso. Não há tempo para se espalhar em grandes detalhes, em sutilezas que destoam de seus tempos, de seu necessário ritmo de leitura. Um conto deve estar contido entre algumas palavras (no caso de micro contos) até um máximo de cinco a seis mil palavras.
Linhas Dramáticas
Enquanto que num romance podem haver várias linhas de desenvolvimento, como por exemplo, estórias secundárias acontecendo em volta da trama do protagonista, no caso do conto a trama é única. Não há a possibilidade da dispersão no desenvolvimento da estória, dado as características de concisão do conto.
Tempo
O conto não tem muito espaço para idas e vindas no tempo. A utilização de recursos como o flash-back é rara, permanecendo a narrativa quase sempre em uma única linha de encaminhamento temporal.
Espaço
Dada a curta extensão do conto, os seus cenários – e sua descrição, portanto! – são restritos, podendo o autor os reduzir ao mínimo indispensável para a sua contextualização espacial. Esta pode até ser, em alguns casos, inexistente.
Final enigmático
Alguns escritores contemporâneos escrevem a narrativa sem um final, ou até mesmo sem um desenvolvimento flagrante. Seus contos são mais contemplativos, mais um estado d’alma, às vezes sem nexo aparente. O mais comum, no entanto, é o conto com uma estrutura tradicional, com início, meio e fim. O final deve sempre ser uma surpresa, a resolução de um enigma, ou a inversão de uma situação que deveria seguir em direção oposta, ou que pareceria sem solução. O suspense deve ser mantido até o último parágrafo, quando, depois de prender o leitor através de toda a sua leitura, o escritor lhe fornece a catarse – a risada, o susto, a surpresa.

características da crónica
• CRÓNICA
• A crónica é um texto de carácter reflexivo e interpretativo, que parte de um assunto do quotidiano, um acontecimento banal, sem significado relevante.

É um texto subjectivo, pois apresenta a perspectiva do seu autor, o tom do discurso varia entre o ligeiro e o polémico, podendo ser irónico ou humorístico.

É um texto breve e surge sempre assinado numa página fixa do jornal.


CARACTERÍSTICAS DA CRÓNICA

O discurso

Texto curto e inteligível (de imediata percepção);
Apresenta marcas de subjectividade – discurso na 1ª e 3ª pessoa;
Pode comportar diversos modos de expressão, isoladamente ou em simultâneo:
- narração;
- descrição;
- contemplação / efusão lírica;
- comentários;
- reflexão.

Linguagem com duplos sentidos / jogos de palavras / conotações;
Utiliza a ironia;
Registo de língua corrente ou cuidado;
Discurso que vai do oralizante ao literário;
Predominância da função emotiva da linguagem sobre a informativa;
• Vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor
• • Ligada à vida cotidiana;
• • Narrativa informal, familiar, intimista;
• • Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
• • Sensibilidade no contato com a realidade;
• • Síntese;
• • Uso do fato como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
• • Dose de lirismo;
• • Natureza ensaística;
• • Leveza;
• • Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada;
• • Uso do humor;
• • Brevidade;
• • É um fato moderno: está sujeita à rápida transformação
Características das Fábulas

A fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo.

Muitas vezes, no finalzinho das fábulas aparece uma frase destacada chamada de MORAL DA HISTÓRIA, com provérbio ou não; outras vezes essa moral está implícita.

Não há necessidade de descrever com muitos detalhes os personagens, pois o que representam nas fábulas (qualidades, defeitos) já é bastante conhecido.

Tempo indeterminado na história.

É breve, pois a história é só um exemplo para o ensinamento ou o conselho que o autor quer transmitir.

Conflito entre querer / poder.

O título não deve antecipar o assunto, pois não sobraria quase nada para contar.

A resolução do problema deve combinar com a sua intenção ao contar a fábula e com a moral da história.
ão e à fugacidade da vida moderna.

O TEXTO JORNALÍSTICO EM SALA DE AULA
LEITURA E PRODUÇÃO

EMENTA
Leitura e produção de textos segundo os PCN. Projeto “O jornal na sala de aula”. Propostas de atividades de leitura e produção com base em textos jornalísticos.

MÓDULO 1
LEITURA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS
Leonor Werneck dos Santos (UFRJ)
Toda educação comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para que o aluno possa desenvolver sua competência discursiva (p. 23).


1 – Lingüística Textual e PCN de língua portuguesa para o ensino fundamental (3º. e 4º. Ciclos)
– proposta dos PCN: leitura e a produção de textos como a base para a formação do aluno; língua não é homogênea, mas um somatório de possibilidades condicionadas pelo uso e pela situação discursiva; o texto = unidade de ensino; a diversidade de gêneros deve ser privilegiada na escola.
– USO→ REFLEXÃO→ USO (p. 65)

2 – Interdisciplinaridade e temas transversais (ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo): o papel do texto jornalístico

3 – Práticas de trabalho com a linguagem
– objetivo = desenvolver no aluno “o domínio da expressão oral e escritas em situações de uso público da linguagem, levando em conta a situação de produção social e material do texto (lugar social do locutor em relação ao(s) destinatário(s); destinatário(s) e seu lugar social; finalidade ou intenção do autor; tempo e lugar material da produção e do suporte) e selecionar, a partir disso, os gêneros adequados para a produção do texto, operando sobre as dimensões pragmática, semântica e gramatical” (p. 49).
– percepção de fenômenos lingüísticos e sua relação com os textos:
Quando se toma o texto como unidade de ensino, ainda que se considere a dimensão gramatical, não é possível adotar uma caracterização preestabelecida. Os textos submetem-se `as regularidades lingüísticas dos gêneros em que se organizam e `as especificidades de suas condições de produção: isso aponta para a necessidade de priorização de alguns conteúdos e não de outros (p. 78-79).

SUGESTÕES DE ATIVIDADES
1) No texto a seguir, substitua “clorofila” por “clorofila e inhame” e reescreva o texto fazendo as adaptações necessárias em outros elementos do texto (Santos e Costa, apud Travaglia, 2003:224-5).
De uns tempos para cá, no entanto, os naturebas começaram a divulgar que a clorofila é capaz de operar verdadeiro milagre também nos corpinhos que não têm caule, folha e frutos. Ela limparia a corrente sangüínea, fortaleceria o sistema imunológico, revitalizaria o cérebro, diminuiria a depressão, retardaria o envelhecimento, evitaria a ressaca e – pasme – até ajudaria no tratamento de doenças como o câncer e a AIDS” (Veja, 10 ⁄ 04 ⁄ 2002, p. 73).
1.1) Observar o papel dos verbos no futuro do pretérito no texto e que efeito de sentido esse tempo verbal causa.
1.2) Destacar termos que colaboram com esse efeito de sentido.
1.3) O fato de esse texto ter sido publicado em uma revista como a Veja causa que impressão no leitor? Justifique sua resposta.
1.4) Substituir o futuro do pretérito pelo presente do indicativo e observar que efeito de sentido isso causa.
1.5) Com essa mudança de tempo verbal, é necessário fazer mais alguma alteração para deixar o texto mais coerente com o efeito de sentido pretendido? Qual (is) ?
1.6) Substituir “naturebas” por cientistas e fazer as alterações que forem necessárias para que o texto mantenha uma unidade.
1.7) Um texto como esse poderia ter sido publicado em uma revista de divulgação científica? Justifique sua resposta.

2) Leia esta reportagem do Jornal do Brasil (02/02/96, p. 4.) e responda às questões propostas:

Contatos imediatos em Varginha
Alexandre Medeiros
(...)O contato – A tarde do sábado, 20 de janeiro, era tórrida em Varginha – a 313 quilômetros de Belo Horizonte. Liliane de Fátima Silva, 16 anos, sua irmã Valquíria Aparecida Silva, de 14, e a amiga Kátia de Andrade Xavier, de 22, estavam voltando de um dia de trabalho como domésticas. Como moram no vizinho bairro de Santana, resolveram voltar a pé. Às 3h da tarde, chegaram a um terreno baldio e decidiram cortar caminho.
Nem bem andaram alguns passos e viram a criatura encostada ao muro de uma oficina mecânica. Mesmo entrevistadas em separado, as três descreveram a mesma cena. O crânio desenvolvido, careca, três protuberâncias na cabeça, os olhos grandes e vermelhos, veias saltadas pelo corpo, pés enormes, a pele marrom brilhando na luz do Sol, como se estivesse untada de óleo.
“A Kátia, que é muito nervosa, achou logo que era o capeta. Eu e Valquíria achamos que era um bicho, não era gente”, puxa Liliane pela memória. As três correram e só foram parar na esquina na rua em que moram, onde encontraram Luiza, a mãe de Liliane, que as levou para casa.

O mistério – A notícia se espalhou com rapidez. Poucos minutos, dezenas de moradores correram ao terreno baldio indicado, mas nada viram. Contudo, em um outro lote abandonado, a duas quadras do primeiro, um grupo de moradores se reuniu para ver um carro do corpo de bombeiros retirando do matagal com uma rede um outro ser não identificado e levando-o para o hospital local. Logo se espalhou a informação que um casal de ETs tinha baixado em Varginha.
A partir daí, o que se tem são histórias desencontradas. O corpo de bombeiros informa que não recolheu qualquer ser no sábado em questão. O Hospital Regional do Sul de Minas divulgou nota oficial ontem negando a internação. Mas um grupo de ufólogos que atua em Varginha há pelo menos 25 anos colheu depoimentos de funcionários do hospital que afirmam terem sido internados no dia 20 de janeiro dois seres com as características descritas por Liliane, Valquíria e Kátia. Estes mesmos funcionários afirmaram ter visto cientistas da Universidade de São Paulo (USP) no domingo, 21 de janeiro, em uma ala isolada do Hospital Regional.
O mistério parece estar só começando.
1) Procure identificar, no texto acima, a seguinte estrutura narrativa: apresentação, complicação, clímax, desfecho.
2) A descrição, de ambiente e/ou personagens, colabora para compor o clima da narrativa, às vezes proporcionando um clima de suspense, como ocorre no texto acima. Destaque passagens do texto que comprovem essa afirmativa e comente-as.
3) Em um texto narrativo, muitas vezes se sobrepõem pequenas narrativas, que servem para compor o ambiente, proporcionar suspense ou mesmo prender o leitor. Destaque as pequenas narrativas inseridas na reportagem e procure identificar sua utilidade para o conjunto do texto.
4) Os tempos verbais do passado, pertencentes ao mundo narrado, costumam ser utilizados nas narrativas. Já os tempos verbais do presente e do futuro, pertencentes ao mundo comentado, aparecem mais em textos argumentativos. Entretanto, no decorrer de uma narrativa, podem aparecer verbos conjugados em tempos do presente ou futuro. Destaque exemplos do texto e procure perceber o porquê desse uso.
5) Passe todos os verbos do 4º parágrafo (exceto a última locução verbal) para o presente e observe as diferenças ocorridas na narrativa:
6) O texto é um elemento de ligação entre o autor e o leitor. As intenções do autor podem ser percebidas, por exemplo, através da seleção lexical (escolha de vocabulário). Já o leitor pode "ler nas entrelinhas" e perceber se as informações contidas no texto foram manipuladas ou não, interpretando as palavras do autor. Releia a reportagem do JB e responda:
a – Que palavras do texto podem demonstrar um certo descrédito, por parte do autor, com relação ao fato ocorrido em Varginha?
b – Com base no seu "conhecimento de mundo", procure elementos no texto que possam ser considerados indícios de que a história contada pelas três moças talvez não seja verdadeira.
c – Agora procure indícios que possam comprovar que a história das moças é verdadeira.
3) Leia o texto a seguir, publicado no Jornal do Brasil (06/06/87), e responda às questões propostas:
Os ministros da Fazenda, Bresser Pereira, e do Planejamento, Aníbal Teixeira, e o presidente do Banco Central, Fernando Milliet, se deslocarão no final de semana para o coração do Nordeste pobre e seco. Eles vão, com deputados de toda a região e governadores, a Patos e Souza, na Paraíba, onde terão p retrato de uma realidade da qual nenhum cidadão de São Paulo tem a mínima idéia. Isso faz parte da mobilização do Nordeste por melhor tratamento da Constituinte.
a – Que vocábulo do texto repete o termo ministros?
b – Que vocábulo do texto repete se deslocarão?
c – Que vocábulos do texto repetem o termo Nordeste?
d – A que termo anterior se refere o vocábulo isso?
e – A que vocábulo(s) anterior(es) se refere o termo uma realidade e como esse mesmo termo se repete na seqüência do texto?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DIONÍSIO, Angela & BEZERRA, Ma. Auxiliadora (org.). O livro didático de português: múltiplos olhares. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
FÁVERO, Leonor L. & KOCH, Ingedore G. V. Lingüística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1983.
GERALDI, João W. (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997.
NEVES, Iara C. B. et al. (2000) (org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 4ª ed. Porto Alegre: EDUFRGS, 2000.
KOCH, Ingedore G. V. Argumentação e linguagem. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.
LUFT, Celso P. Língua e liberdade – o gigolô das palavras. São Paulo: Ática, 1997.
MARCUSCHI, Luiz Antonio. A gramática e o ensino de língua no contexto da investigação lingüística. In: BASTOS, Neusa (org.). Discutindo a prática docente. São Paulo: IP-PUC, 2000, p. 83-94.
MATTOS E SILVA, Rosa V. Contradições no ensino de português. São Paulo: Contexto, 1995.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – TERCEIRO E QUARTO CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: LÍNGUA PORTUGUESA. Brasília, Secretaria de educação Fundamental MEC, 1998.
PERINI, Mario A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000.
PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto – leitura e redação. São Paulo: Ática, 1990.
SOUZA, Luiz M. de. Por uma gramática pedagógica. Rio de Janeiro: UFRJ. Tese de Doutorado em Lingüística, 1984.
––––––. & CARVALHO, Sérgio Waldeck de. Compreensão e produção de textos. Petrópolis: Vozes, 1995.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1996.
––––––. Gramática: ensino plural. São Paulo: Cortez, 2003.

terça-feira, 15 de março de 2011

A visão de um mendigo


A visão de um mendigo.
Eu nunca tive agasalho para deter o frio os restos de comidas encontrados no lixo foi o suficiente para manter meu corpo em equilíbrio, nunca reclamei de nada porque nunca perdi nada, pois nunca tive nada para perder, mas nem sempre foi assim a calçada do prédio em que durmo eu mesmo ajudei a construir, mas hoje não tenho força e vivo a mercê da sorte, o solo que sustenta toda estrutura do prédio é minha cama e meu abrigo, o senhor do poder vive nas alturas protegido por estruturas fortíssimas e tem nojo de pisar a onde eu durmo virá o dia em que tentará sentar se junto A mim e implorará para comer comigo, mas não conseguirá pois não foi preparado para isso e sentirá fome.
Quando tudo desmoronar provocado pelo efeito estufa do planeta, o senhor do poder será como eu, talvez menos, pois aprendi dominar a fome, o frio e até mesmo a dor enquanto os senhores da gloria construíram mundo sobre mundo e saciaram sua fome com o trabalho dos pobres miseráveis, mas quando tudo virar ao contrário, o poder não poderá alimentar suas almas; e suas pernas não terão forças para subir as escadas de seus castelos então terão que comer sua carne e beber seu próprio sangue.
Em quanto descansava sobre um banco da praça pública devido a fraqueza por falta de nutrientes, pois todos foram sugados pelos abutres que comanda o poder, adormeci e tive uma visão, vi um senhor fazer um lindo discurso e usou várias mentiras para convencer a sociedade dizendo que ele poderia trazer solução para a nação futura, mas vi também um senhor maltrapilho aparecer no meio do discurso tomou a palavra e disse “ ninguém pode viver o futuro e nem prevê-lo sem usar a verdade pois ninguém curará uma doença dando oportunidade para que ela se alastre, e chegará o dia em que a mentira não surtirá efeito,porque os ignorantes se tornarão sábios e os sábios tolos.”
O homem maltrapilho aproximou de mim sentou se do meu lado e disse conforme com o que tens, e eu disse mas não tenho nada e ele disse tens a sabedoria e a preparação para resistir à ruína que virá, e sobreviverá com pequenas migalhas para mantê-lo vivo por mais tempo não para aproveitá-lo a vida pois daqui em diante não terá mais conforto neste planeta destruído pela ganância de uma milésima parte da nação e eles não terão força suficiente para sobreviver de migalhas e morrerão sem tempo de preparar para um julgamento e entrar absolvido no mundo que - os espera, mas você sim! já foi preparado para sobreviver de migalhas e viverá o suficiente para ter um julgamento justo, pois se usaste a verde entrará com ela no mundo da sabedoria para o equilíbrio de sua alma, e os que usaram a mentira entrarão com ela no mundo dos tolos para deteriorar e fraguimentar o seu espírito.
Quando despertei vi os homens brigando por causa do poder e entre eles vi um que conseguia projetar uma imagem tão perfeita que seria capaz de enganar até os mais sábios, e depois veio na minha direção e disse que precisava muito de mim e eu fiquei muito assustado e disse: eu? eu não tenho nada que lhe sirva! mas ele disse você sozinho não mas é através de muitos como você que me mantenho no poder e foi ai que descobri o enigma, e disse a ele que eu não serei cúmplice da sua ruína no mundo da mentira, e que preferiria entrar sem nada no mundo da sabedoria do que entrar com uma fortuna no mundo dos tolos, pois para mim vale mais uma triste verdade do que uma alegre mentira e ele despediu de mim e voltou onde estava seus adversário e disse: pode ficar com suas mentiras que eu vou seguir com a verdade pois o tempo da mentira dura pouco e o tempo da verdade é eterno.

( Moacir Sales

CIDADANIA EM POESIA

O que é a cidadania?
É não termos mania!

Respeitar o ambiente,
Para que ele fique contente!

Respeitar os idosos,
Que são tão generosos!

Respeitar os deficientes,
Que são tão carentes!

Respeitar a família,
Que é a nossa alegria!

Respeitar os professores,
Que são tão lutadores!

Respeitar toda a gente,
Porque toda a gente se
nte.

Cidadania avoz de um Poeta

Cidadania

Todo mundo tem direito
À saúde e moradia
Ao esporte e, ao respeito
O pão, lazer e alegria
Também muita segurança
Pra se ver a confiança
No rosto do cidadão
Que todos possam falar
Exigir, reivindicar
Com muita educação.

Mas também tem o dever
Pra garantir o direito
Pois devemos conhecer
Muito bem este conceito
Se não perde a autonomia
Fere a democracia
Perdendo assim a razão
Agindo de má vontade
Com pouca maturidade
Somente por emoção.

É preciso a gente ter
Toda documentação
Pra garantir o poder
Que tem todo cidadão
De participar da política
Argumentar, fazer crítica
Escolher os governantes
Lutar pela igualdade
Com responsabilidade
E poder ser militante.

Ter um salário decente
Combater a corrupção
É um direito da gente
Dever da população
Exigir dignidade
Pegar oportunidade
Superar o preconceito
Valorizar a cultura
Com grande desenvoltura
Virar povo satisfeito.

Fazer valer a verdade
Não ter medo do real
Vencer a desigualdade
E preservar a moral
Sempre ter participação
Quando houver decisão
Na sua comunidade
Defender com alegria
O tema cidadania
E viver bem na sociedade
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sábado, 12 de março de 2011

Cidadania


Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas…
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o…
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga…
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça…
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o…
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida… Mas, com certeza, nada é impossível .
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!